O conto As Cocadas foi um dos últimos contos da grande
escritora Cora Coralina ilustrada por Alê Abreu que sintonizou o conto com as
sua infância para criar as tão bonitas e belas ilustrações.
O conto As Cocadas fala de uma menina trabalhadeira que
sempre ajudava a prima na conzinha para fazer as cocadas vendo que a prima só
lhe deu duas cocadas, ficou satisfeita, mas, a sua vontade era de come oito, dez cocadas. A
prima guardou todas as outras numa terrina grande no alto da mais alta
prateleira de um armário. Passando os dias, a sua prima viu que as cocadas não
prestavam mais e deu para um cachorro magro do seu tio, e a menina viu que
alguns adultos podem ser distraídos e marcar profundamente um coração para
servir.
E termino meu comentário com algumas palavras de Cora
Coralina “Os cheiros e as cores de uma cozinha do interior nos deixam com água
na boca e nos olhos”.
Filha
de Francisco de Paula Lins dos Guimarães Peixoto, desembargador nomeado por D.
Pedro II , e de Jacinta Luísa do Couto Brandão, Ana nasceu e foi criada às
margens do rio Vermelho , em casa comprada por sua família no século XIX ,
quando seu avô ainda era uma criança. Estima-se que essa casa foi construída em
meados do século XVIII , sendo uma das primeiras construções da antiga Vila Boa
de Goiás.
Começou
a escrever os seus primeiros textos aos quatorze anos de idade, publicando-os
nos jornais locais apesar da pouca escolaridade, uma vez que cursou somente as
primeiras quatro séries, com Mestra Silvina. Publicou nessa fase o seu primeiro
conto, Tragédia na Roça .
Casou-se
em 1910 com o advogado Cantídio Tolentino Bretas, com quem se mudou, no ano
seguinte, para o interior de São Paulo . Nesse Estado passou quarenta e cinco
anos, vivendo inicialmente no interior, nas cidades de Avaré e Jaboticabal , e
depois na capital, onde chegou em 1924 . Ao chegar à capital, teve que
permanecer algumas semanas trancada num hotel em frente à Estação da Luz , uma
vez que os revolucionários de 1924 pararam a cidade. Em 1930 presenciou Getúlio
Vargas chegando à esquina da rua Direita com a praça do Patriarca. Um de seus
filhos participou da Revolução Constitucionalista de 1932 .
Com
a morte do marido, Cora ficou ainda com três filhos para acabar de criar. Sem
se deixar abater, vendeu livros em São Paulo, mudou-se para Penápolis , no
interior do Estado, onde passou a vender lingüiça caseira e banha de porco que
ela mesma preparava. Mudou-se em seguida para Andradina , até que, em 1956 ,
retornou para Goiás.
Ao
completar cinqüenta anos de idade, a poetisa sofreu uma profunda transformação
em seu interior, que definiria mais tarde como a perda do medo . Nesta fase,
deixou de atender pelo nome de batismo e assumiu o pseudônimo que escolhera
para si muitos anos atrás.
Durante
esses anos, Cora não deixou de escrever, produzindo poemas ligados à sua
história, à ligação com a cidade em que nascera e ao ambiente em que fora
criada.
Cora
Carolina morreu em Goiânia, em sua casa, que foi transformada em um museu e que
foi deixada exatamente como Cora Carolina.
Nesta semana tive a oportunidade de ler o gibi a Baleia Branca de Will Eisner uma adaptação de Moby Dick de Herman Melville. Uma das ciosas que eu mais gostei nessa história foi o modo que ela foi contada, porque a cada página que você lê desperta o gosto e a cessação de saber o que há na próxima. Essa história é muito legal pois fala de um capitão que teve a sua perna arrancada por uma baleia, mas ele quer fazer de tudo para acabar com ela. Viajam meses pelo mar, até que encontram a baleia, havendo ali uma grande batalha! Ao jogar o terceiro arpão a baleia morre, mas eles esquecem da corda, e ela enrola no capitão arrastando-o para o mar junto com a baleia até as profundezas das águas. Uma das coisas que eu pode aprender, foi que, quando você faz o mal para algum animal ou pessoa você pode ter uma certeza que você vai receber o mesmo mal que deu para ela. Logo a baixo mostro um pouco do que eu pesquisei de Will Eisner.
Filho de judeus imigrantes,
Eisner nasceu no Brooklyn, Nova York, onde passou sua juventude.
Enquanto estudava no Instituto DeWitt Clinton, no Bronx, colaborou com Bob Kane na
revista da escola. Em 1936 entrou para a equipe da revista WOW What a
Magazine!, dirigida por Samuel Iger. Nesta revista
Eisner criou diversas histórias: a série de aventuras Captain Scott Dalton; a
história de piratas; The Flame, onde assinava com o nome de
"Erwin"; a história de espionagem Harry Karry, entre outras. No ano
seguinte, com o fim da revistaWOW, Eisner fundou com Iger o Eisner-Iger Studio,
onde trabalharam grandes nomes das histórias em quadrinhos como Bob Kane e Jack Kirby.




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